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Desde que foi anunciado, em abril de 2024, o projeto Nova Raposo tem sido criticado por ambientalistas, urbanistas e moradores da Grande São Paulo devido às potenciais desapropriações e ao alto impacto ambiental.
O empreendimento visa ampliar a Rodovia Raposo Tavares e instalar pedágios eletrônicos, com o objetivo de melhorar o tráfego de veículos nos trechos urbanos entre Cotia e São Paulo.
“O maior problema desse projeto é que ele foi feito sem consulta pública, o que é uma demanda da Constituição. Qualquer obra de infraestrutura de grande impacto tem que ter participação popular, tem que ter várias audiências”, conta a ambientalista e coordenadora do movimento “Nova Raposo, Não”, Fabíola Lago, 59 anos.
De acordo com a Artesp (Agência de Transporte do Estado de São Paulo), foram realizadas duas audiências públicas presenciais com a população, entre março e abril de 2024. Uma foi em Vargem Grande Paulista e outra em São Paulo. Não foi realizada nenhuma audiência em Cotia, cidade mais impactada.
O projeto, que está sob concessão da Ecovias Raposo Castello por 30 anos, propõe o alargamento dos trechos urbanos da Raposo Tavares (SP-270), Castello Branco (SP-280) e Estrada da Roselândia, além da construção de estradas, ruas e avenidas para ligar Cotia a Embu das Artes.
Municípios como Araçariguama, Barueri, Itapevi, Jandira, Osasco, Santana de Parnaíba e Itapecerica da Serra também serão afetados. Em dezembro de 2025, conforme matéria do jornal Folha de São Paulo, o MPSP (Ministério Público de São Paulo) pediu a suspensão imediata do contrato de concessão do projeto. A expectativa agora é que as obras comecem em novembro de 2026. (Fonte: Agência Mural)