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Produzido a partir das vivências em 14 salões de cabeleireiros e barbearias das periferias de Barueri, na região oeste da Grande São Paulo, o documentário “Estéticas Periféricas: o corte” está em circulação por festivais e escolas e será exibido no próximo dia 10 de maio, às 11h, no Museu das Favelas, em São Paulo.
O filme retrata o dia a dia de profissionais que transformam estética em ferramenta de sobrevivência, identidade e pertencimento. O projeto é um desdobramento da dissertação da diretora e pesquisadora Lidiane da Silva, 40 anos, “Estéticas Periféricas nos corpos vestidos”.
No texto a pesquisadora investiga como a estética da periferia se manifesta por meio de roupas, cortes de cabelo, adornos e modos de se apresentar na sociedade. Moradora do Parque dos Camargos, Lidiane afirma que o filme nasce de uma vivência pessoal e de uma investigação sobre pertencimento.
Ela ainda acrescenta que a estética também está diretamente ligada ao bem-estar emocional. “A estética, a beleza, se sentir bonito, cuidar da aparência, isso também está ligado à saúde mental, à autoestima. O filme mostra como esses profissionais fazem esse cuidado de forma qualitativa”.
“Quando a história nasce de dentro, ela cria identificação imediata. Não é só sobre estética, é sobre identidade e pertencimento”, afirma O produtor executivo Leonardo Escobar, 42, morador de Osasco.
A produção reuniu cerca de 40 participantes e foi realizada entre abril e novembro de 2025. Na primeira etapa, houve pesquisa e captação, com o mapeamento de 40 salões e barbearias em Barueri, além de mais de 20 entrevistas com empreendedores e clientes. 14 estabelecimentos foram selecionados para gravação, realizada entre maio e julho.
FONTE: AGÊNCIA MURAL