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Muito antes de o computador se popularizar entre as décadas de 70 e 80, a ideia de ter uma “máquina de votar” já estava prevista no Brasil, desde o Código Eleitoral de 1932.
Este novo capítulo da série do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) sobre o sistema eletrônico de votação revisita também um marco anterior vivido no estado: a experiência pioneira com o chamado Coletor Eletrônico de Voto (CEV), utilizado pela primeira vez em solo paulista em maio de 1995.
Em 21 de maio pela primeira vez, eleitores utilizaram equipamentos eletrônicos para expressar sua vontade. O teste histórico aconteceu durante plebiscitos de emancipação em três distritos, do estado, que viriam a se tornar municípios: Jumirim (então pertencente a Tietê), Gavião Peixoto (Araraquara) e Paulistânia (Agudos).
A expectativa para o pleito era tanta que semanas antes, em 30 de abril de 1995, o jornal Folha de S.Paulo já anunciava a novidade com a manchete: “TRE testa voto eletrônico em plebiscito dia 21”. A reportagem explicava que o TRE testaria o sistema eletrônico, preparando a informatização das eleições municipais de 1996.
Já em novo conteúdo, publicado em 5 de maio de 1995, a Folha de S.Paulo trouxe entrevista com o então presidente do TRE-SP na época, desembargador Carlos Alberto Ortiz, que esteve à frente da Corte no biênio 1993-1995 e explicou aos mais de 4.000 eleitores aptos a votar como funcionaria aquela tecnologia pioneira.
“Se ocorrer falha de energia, um sistema de segurança permite que os resultados sejam salvos através de disquete”, narrou o jornal, acrescentando que o sistema, inclusive, era intuitivo e permitia a correção antes da confirmação final.