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No Brasil, a interrupção dos estudos na infância ou adolescência ainda deixa marcas profundas na vida adulta e na economia. Dados recentes da PNAD Contínua (Educação), divulgados pelo IBGE, revelam que cerca de 64 milhões de pessoas com 15 anos ou mais estão fora da escola, sem ter completado a Educação Básica.
Desse total, 44,7 milhões não concluíram o Ensino Fundamental e 19,3 milhões não finalizaram o Ensino Médio. Para atuar diretamente na reversão desse gargalo estrutural, a Fundação Bradesco anuncia uma estratégia de expansão da Educação de Jovens e Adultos (EJA) para 2027.
Ao todo, serão 1.820 vagas anuais, distribuídas entre 1.260 vagas em nove escolas que passarão a oferecer a modalidade e 560 vagas em oito que já possuem o segmento.
Dessas vagas 70 serão ofertadas a unidade do Jardim Conceição, na zona sul de Osasco. A iniciativa amplia a presença da modalidade em diferentes regiões do país e cria novas oportunidades para pessoas que não concluíram a Educação Básica na idade regular.
A expansão ocorre em um momento crítico para a modalidade no país. Embora a EJA seja uma importante ferramenta de inclusão e de combate ao analfabetismo funcional, o país assistiu a uma redução de matrículas na rede pública nos últimos anos devido a desafios de permanência e à rigidez de horários para quem já está no mercado de trabalho informal.
A proposta da Fundação Bradesco busca contribuir para a superação dessas barreiras ao oferecer um modelo pedagógico flexível e gratuito no período noturno, combinando aulas presenciais com dias dedicados a atividades orientadas em casa.