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Na noite de segunda-feira (10), a Comissão da Criança, do Adolescente, da Juventude e da Mulher realizou a audiência pública “Rede de apoio e inclusão – mulheres, maternidades e pessoas com deficiência (PCDs)”. O encontro foi presidido pelo vereador Heber do JuntOz (PT).
O objetivo do evento foi discutir políticas públicas de inclusão social e laboral, saúde e educação voltadas a esses segmentos da população. Especialistas e ativistas apresentaram sugestões sobre o tema, e demandas do público também foram ouvidas. Um dos principais assuntos debatidos foi a necessidade de fortalecimento de uma Rede de Proteção Social.
Marcela Santos, pesquisadora do Núcleo de Inclusão da Unifesp, foi a primeira a fazer uso da Tribuna. “Audiências são instrumentos para fazer valer a voz do povo. PCDs precisam de muita mobilização para manter ou obter direitos. Sem mobilização, há retrocessos. PCDs têm direitos inatos”,
Rosana Rosa, liderança do ativismo PCD e mãe atípica há 28 anos, também falou sobre o tema. “O cuidador tem a sociabilidade afetada, a gente sofre junto. Cuidador sabe fazer porque só ele cuida da pessoa com deficiência”.
Mateus Oliveira, do mandato coletivo JuntOz, comparou a situação de Osasco com a de cidades vizinhas. “Nossa cidade tem tanto recurso financeiro, mas não tem um centro para atender pessoas do espectro autista, como São Paulo tem. Nossa cidade ainda não garante direitos básicos aos PCDs”, afirmou Oliveira.
Gabriela Bueno, também do mandato JuntOz, foi a última a se manifestar. “Tratamos com distância um tema com o qual não temos familiaridade. Há muitos PCDs na cidade e Osasco não está preparada. Isso faz com que o cuidado seja feito quase em sua totalidade pelas famílias e, especialmente, pelas mulheres”, concluiu.